quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Crítica: Tudo por um Sonho


Ficha técnica:

Título: Chasing Mavericks (Original)
Ano de Produção: 2012
Dirigido por: Curtis Hanson e Michael Apted
Elenco: Jonny WestonGerard Butler, Andy Arness
Gênero: Drama
Nota: 9,0


Sinopse: Com apenas 15 anos de idade, o surfista Jay Moriarity (Jonny Weston) prepara-se para enfrentar as gigantescas ondas do norte da Califórnia, conhecidas como Mavericks. Em sua jornada, ele conhece a lenda local Frosty Hesson (Gerard Butler) e os dois formam uma amizade única muito além do surfe.

Ao contrário de muitas modalidades de esporte, o surf não deve ser encarado como um meio de competição, mas como um estilo de vida, um meio de lidar com a natureza e se libertar. Podemos ver isso claramente neste longa da qual os diretores conseguem capturar o verdadeiro espírito e transmitir para os seus telespectadores.

Diferente dos filmes sobre surf que já foram moda durante uma época, aqui encontramos aquela vontade de saber sobre a vida do personagem e sentimos pena de seus desafios e dramas. Boa parte desse drama vem de sua mãe (Elisabeth Shue) que deu um show de interpretação. Jay Moriarity é o típico aluno apressado que no decorrer do filme se mostra ser mais do que isso, além de entregar uma atuação muito simples e honesta. Não podemos deixar de citar o personagem Frosty que foi interpretado pelo Gerard Butler que nos surpreendeu ao sair do seu meio "comédia romântica".

Ao tratar a trama com suavidade, não apelando para o melodrama exagerado, o filme dá outro acerto. A tristeza está ali mas comportada. O roteiro se desenvolve simples e sincero, acerta em cheio em nos apresentar está história real.
As cenas que envolve Frosty também são importantes. É óbvio os seus problemas em casa, e com isso leva um estilo de vida em que se prioriza o mar, faltando assim com suas responsabilidades em casa. Quando ele decide treinar Jay para as maiores ondas do planeta, ambos os lados acabam tendo várias lições de vida valiosas. Estas lições vem de maneira tristes e trágicas ou em um simples diálogo que ensina algo sobre a vida.

Infelizmente por ser baseado em fatos reais, o final do filme acaba sendo triste (afinal aconteceu) mas deixando aquela linda mensagem. Além de qualquer demonstração de competitividade, ele nos mostra que viver em sintonia e respeitando o mar é vital. E sem poder deixar de comentar, o filme nos traz uma fotografia linda e imagens eletrizantes de gigantes. É realmente de nos encher os olhos.



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